Babalawo Ivanir dos Santos defende desarmamento de almas em cerimônia no Palácio da Cidade

 

O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), babalawo Ivanir dos Santos, esteve, na manhã de hoje, 06 de maio, na cerimônia da Campanha Nacional de Desarmamento 2011, intitulada “Tire uma Arma do Futuro do Brasil”, ocorrida no Palácio da Cidade, com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito Eduardo Paes. Representando o grupo de religiosos, o interlocutor apoiou a iniciativa e, assim como já dito anteriormente, defendeu “o desarmamento de almas”. “A Comissão apoia o desarmamento da sociedade. No entanto, como grupo de religiosos, entendemos que é de extrema importância desarmar as almas. Todo ser humano tem seu lado espiritual. Nossa preocupação está em acabar com intenções ruins. É importante que eduquemos para a aceitação dos diferentes”, disse.

De acordo com o ministro da Justiça, o trabalho, apesar de não ser aprovado por parte dos brasileiros, trará uma discussão válida para a diminuição da violência no País, e uma reflexão que possa gerar novas ideias. “Ao contrário do que muitos pensam, a campanha não é um trabalho somente do Ministério da Justiça, mas dos governos estaduais, das prefeituras e de diversas entidades que estão preocupadas com o assunto. Não me incomodo com o fato de algumas pessoas serem contrárias a este projeto, pois sei que, com isso, novas ideias aparecem e nos ajudam a crescer”, declarou Cardozo, que ressaltou acreditar numa construção com a participação da sociedade.

Para o governador Sérgio Cabral, arma na mão de pessoas não capacitadas sempre significa perigo. “É sempre trágica a interrupção de vidas. Armas nas mãos de quem não sabe lidar representam perigo. Acredito que esta campanha sensibilizará todo o Brasil”, falou.

Já o prefeito Eduardo Paes garantiu que escolas são locais de construções de sonhos e, desta forma, não implementará detectores de metais nas entradas das instituições ou tomará medidas que alterem o cotidiano dos alunos do Rio. “A tragédia na Escola Tasso não pode servir como exemplo. Para todos nós, escolas representam o futuro, sonhos de melhorias. Não vamos colocar detectores ou fazer uso de qualquer estratégia que instaure pânico. As escolas continuarão livres como sempre foram”, revelou o prefeito.

Durante a cerimônia, foi apresentada a projeção do filme publicitário, muito aplaudida por autoridades e parentes das vítimas do massacre de Realengo.

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Após o encontro, o secretário-geral do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, inaugurou o posto de recolhimento de armas do Viva Rio, que serão inutilizadas nos momentos das entregas.

Vale lembrar que a campanha garante também o anonimato dos que entregarem armas e indenizações, independente se o material é legal ou não.


Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Ricardo Rubim – Coordenador de Comunicação CCIR/RJ
Tel: 21 7846-0412 / 21 2273-3974

 

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