Bento XVI defende «liberdade de culto»

 

O papa Bento XVI defendeu hoje no Santuário de Fátima a necessidade de haver “liberdade de culto próprio” num momento em que, na sociedade actual, a fé “corre o perigo de apagar-se”.

“No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo”, afirmou Bento XVI, na meditação durante o rosário que marcou o início da procissão das velas, no Santuário de Fátima.

Na oração do rosário que antecede a missa no recinto do santuário, Bento XVI deu o exemplo da busca de uma Terra Prometida pelos judeus quando fugiram do Egipto, recordando que “o que aparece primeiro é sobretudo o direito à liberdade de adoração, à liberdade de um culto próprio”.

Nessa busca feita pelos judeus, “não se trata simplesmente da posse dum pedaço de terreno ou dum território nacional que cada povo tem o direito de ter” mas essa mesma “terra é dada para que haja um lugar da obediência, para que exista um espaço aberto a Deus”, afirmou Bento XVI.

O papa disse ainda que a prioridade das prioridades é tornar Deus presente no mundo, pedindo a Nossa Senhora de Fátima para interceder pela paz e concórdia dos povos.

Aos milhares de peregrinos que iluminavam com velas o santuário, o papa pediu-lhes que não tenham “medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé”.

Elogiando o “mar de luz” que cobria o recinto, Bento XVI mostrou-se apreensivo com “os problemas do mundo” e “as preocupações e as esperanças” do tempo actual, colocando aos “aos pés de Nossa Senhora de Fátima” essas “dores da humanidade ferida”.

“Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe querida, intercedei por nós” para que “todas as famílias dos povos, quer as que se distinguem pelo nome cristão quer as que ainda ignoram o seu salvador, vivam em paz e concórdia”, exortou Bento XVI.

Esta foi a terceira alocução do papa em Fátima, onde chegou na tarde de hoje de Lisboa, cidade onde começou a viagem apostólica a Portugal, que termina no Porto sexta feira.

Antes da recitação do terço, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima ofereceu ao pontífice o primeiro exemplar do rosário oficial do Santuário de Fátima, manufaturado em ouro, justificando a oferta porque se trata do “mais expressivo atributo do peregrino de Nossa Senhora de Fátima”.

Segundo o santuário, trata-se de um “metal nobre que não se altera e cuja cor evoca o sol, símbolo que a Igreja associa a Jesus”, sendo que a sua figuração “integra a peça inspira-se no património artístico de Fátima”.

 

FONTE: Diário Digital / Lusa

 

Deixe um comentário

Voc deve estar logged in para deixar um comentrio.