CCIR chamará atenção de líderes mundiais contra intolerância religiosa durante Rio+20

 

CCIR chamará atenção de líderes mundiais contra intolerância religiosa durante Rio+20

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) estará na Praia de Ipanema (Posto 8), no próximo dia 17, a partir de 11h, para chamar a atenção das lideranças mundiais, presentes no Rio de Janeiro por conta da Rio+20, pela necessidade de liberdade religiosa em vários países. Denominada de “Não se Sustenta”, a manifestação visa a mostrar que a sociedade brasileira não permite violência, mentiras, desrespeito e sentimentos de ódio. Foi incorporada pela Cúpula dos Povos e seguirá o mesmo formato das caminhadas em Defesa da Liberdade Religiosa, realizadas em setembro, na Praia de Copacabana.

Para o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, a atividade tem o intuito de conscientizar que ainda há muitas pessoas perseguidas em todo o mundo por conta da opção religiosa. “Não é concebível que exista intolerância em qualquer lugar. Todos têm o direito de acreditar no que querem, e até mesmo de não crer. Há perseguição contra seguidores da Fé Bahá’í, judeus, muçulmanos, integrantes de religiões de matrizes africanas, entre outras. Nenhum segmento é melhor que outro, e os regimes que impõem qualquer fé a uma nação precisam rever isso”, diz o religioso do Candomblé.

“Negar o Holocausto é como negar a escravidão”


Historiador e membro da instituição judaica Hillel, Michel Gherman alerta que há a necessidade de cuidados com o discurso do ódio. “Quando você desumaniza alguém ou um grupo, trabalha com o discurso do ódio, o que é perigoso para todas as sociedades. Negar o Holocausto, por exemplo, é o mesmo que negar a escravidão no Brasil, é uma aberração não só contra judeus, mas contra a humanidade. Não podemos admitir que esse pensamento seja referência política em qualquer momento ou lugar”, declara.

Uma das representantes da Fé Bahá’í na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Marilúcia Pinheiro explica que o manifesto para seu segmento não se direciona a uma única pessoa, mas para a necessidade de conscientização de todos em relação a qualquer forma de perseguição. “A Fé Bahá’í mantém a convicção espiritual de que a aproximação entre as nações é algo positivo no processo de amadurecimento da civilização humana. Por esse motivo, não nos posicionamos contrários à vinda de nenhum chefe ou representante de Estado a reuniões como a Rio+20. Ao contrário: estimulamos o diálogo e a consulta em todos os níveis, favorecendo a tomada de decisões que beneficiem a unidade e o desenvolvimento dos povos do mundo. Esta manifestação é uma grande oportunidade para reafirmar o compromisso da sociedade e instituições brasileiras com os direitos humanos, com a paz e as liberdades fundamentais”, afirma.

São esperados cerca de 5 mil manifestantes de todas as religiões, ateus, agnósticos e representantes da sociedade em geral, com faixas, cartazes, além de quatro árvores cenográficas com quatro metros de altura, contendo mensagens de protestos.

 

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