CCIR espera que condenações sirvam como exemplos

 

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) vem a público se manifestar em relação às condenações dos religiosos  da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, senhores Tupirani da Hora Lores e Afonso Henrique Alves Lobato. O grupo acredita que as autoridades competentes têm combatido o crime de intolerância religiosa contra qualquer segmento, e que agem visando ao bem de toda a sociedade.

A Comissão ressalta a importância do trabalho do delegado Henrique Pessoa, que acompanha a CCIR desde sua fundação – orientando e estando disponível profissionalmente em todas as ações contra esse tipo de crime.

Os membros esperam que a sentença da excelentíssima juíza Ana Luiza Mayon Nogueira, da 20ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sirva como exemplo a pessoas que não respeitam a crença alheia e a liberdade de expressão.

Ao ser interrogado, Afonso admitiu os crimes, dizendo que, por seguir a Cristo, deve acusar todos os outros conceitos que são contrários ao Evangelho. Ele disse, também, que não existe pai de santo que seja heterossexual e que homossexualidade é possessão demoníaca.

As demonstrações de intolerância não foram omitidas durante o interrogatório. Lobato afirmou diante das autoridades que uma pessoa possuída por demônios não merece confiança e que, por isso, discrimina todas as religiões.

O processo de número 2009.001.153992-2 teve como sentença penas restritivas. Tupirani terá de prestar serviço à comunidade e pagar dez salários mínimos em favor de uma entidade beneficente. Afonso Henrique foi condenado a prestar serviço à comunidade e limitação de fim de semana.

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