CCIR faz avaliação de como foi a IV Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

 

Nesta quanta, lideranças religiosas de todos os segmentos que fazem parte da Comissão de Combate à Intolerância religiosa estiveram presentes na sede da CEUB, no bairro do Estácio, para uma avaliação sobre a IV Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa que aconteceu no Rio de Janeiro, na orla de Copacabana, no domingo (18 de setembro).

Cerca de 400 mil pessoas de diferentes religiões participaram da 4ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. A Caminhada uniu várias religiões diferentes com um clima muito amistoso e festivo, de alegria e paz. Desde candomblecistas, muçulmanos, hare Krishnas, devotos do Santo Daime, bahá’ís, umbandistas, católicos, evangélicos, wiccanos, kardecistas, judeus, ciganos, budistas e outros religiosos marcaram presença no local.

De acordo com membros da Comissão, esta quarta Caminhada teve um aspecto diferente das anteriores, pois contou com uma maior participação das religiões que não são de matriz africana. O babalawo Ivanir dos Santos, interlocutor da CCIR, também compartilha desta opinião ao dizer que as outras religiões começaram a aderir ao movimento com mais compromisso. Segundo ele, inicialmente, a caminhada contava com a participação majoritária de umbandistas e candomblecistas e hoje contabiliza representantes de diversas outras religiões. “A caminhada é um movimento de religiosos, com cidadania, respeito, dignidade e liberdade.”

Durante a Caminhada deste ano, a Comissão percebeu alguns detalhes que podem ser corrigidos para a próxima Caminhada, tais como: Falta de banheiro químico ao longo da orla; correria por parte dos trios elétricos, que a todo o momento, faziam com que os seguranças empurrassem os religiosos que participavam da Caminhada. A Comissão recebeu muitas reclamações do desempenho e das atitudes dos motoristas dos trios e dos seguranças. Todos estes pontos foram tratados durante a reunião.

Todas as lideranças tiveram vez para falarem, e as reclamações eram quase que idênticas, e de certo ponto isso nos deixa tranqüilo, disse o sacerdote Og Sperle, conselheiro da União Wicca do Brasil e representante dos wiccanos junto a CCIR. Segundo o sacerdote, isso mostra que algumas atitudes notadas pelos wiccanos durante a Caminhada, não foram direcionadas, já que todos os segmentos tiveram os mesmos problemas.

Uma das reclamações do representante da União Wicca do Brasil, o sacerdote Diogo Ribeiro, também presente na reunião, foi o fato das músicas pagãs que foram pré-selecionadas e entregues para serem colocadas durante a Caminhada, não forma tocadas. E pediu um maior espaço para os seguidores da wicca e do paganismo durante o evento.

Tirando estes fatos isolados, o sacerdote disse que os wiccanos e pagãos foram muito elogiados durante a reunião desta quarta-feira, não só pelo número expressivo de participantes na caminhada (200 pessoas), mas pela educação, postura e comprometimento com a causa.

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FONTE: UWB – União Wicca do Brasil

 

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