CCIR participa de missa e caminhada pelos 18 anos da Chacina da Candelária

 

 

Divulgação

Para lembrar os 18 anos da Chacina da Candelária, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) vai participar, na sexta-feira, dia 22 de julho, da missa pela morte dos meninos do massacre, às 10h, e da “Caminhada em Defesa da Vida! Candelária Nunca Mais!”, às 12h. A saída será em frente à igreja e o percurso, pela Av. Rio Branco, seguindo até a Cinelândia.

Fátima Damas, Zilmar e Ubiracy Cerqueira, da Umbanda; Edna Santos, do Kardecismo; Frei Tatá, do Catolicismo; Marilucia Ribeiro, da Comunidade Bahá’í; Cláudio Miranda, do Santo Daime; Diane Kuperman, da Federação Israelista do Rio de Janeiro; e Renato D’Óbalueiê e Renato D’Ogunjá, Candomblé, além de Coronel Ubiratan Angelo, da Maçonaria, são alguns dos membros da CCIR que já confirmaram presença.

A iniciativa é da Pastoral do Menor Regional Leste 1, do Rio de Janeiro, em parceria com diversos grupos da sociedade civil, que, há 18 anos, realizam atividades em virtude da lembrança da chacina, como uma forma de reagir às violações dos direitos humanos cometidos contra crianças e adolescentes. O lema da iniciativa é “A Luta pela Vida! Lembrar é Reagir! Esquecer é Permitir”.

O interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, participa todos os anos da caminhada, que tem como objetivo agregar pessoas, instituições, movimentos e o governo para reagir de uma forma política e pacífica perante as injustiças. “O evento é importante para que uma atrocidade como aquela não se repita. Apesar de acompanharmos através dos noticiários que esse tipo de crime continua acontecendo, como é o caso do menino Juan, assassinado recentemente em Nova Iguaçu”, diz o babalawo.

Vigília
Além da missa e da caminhada, o grupo realiza também a Vigília das Mães, uma ação de acolhimento àquelas que perdem seus filhos de forma violenta. A vigília acontece na quinta, dia 21, das 18h às 22h, em frente à Igreja da Candelária. Está confirmada a presença de Jorge Mattoso, da Congregação Espírita Umbandista do Brasil; Gaiaku Deusimar, do Conselho de Entidade Negra; Og Sperle, da Religião Wicca; Renato D’Obaluaiê e Renato D’Ogunjá, do Candomblé; e Mio Vacit, da União Cigana do Brasil.

Entenda o caso
Jovens e adolescentes negros, “menores de rua” que dormiam em frente à Igreja da Candelária, foram brutalmente assassinados, no dia 23 de julho de 1993.  Até hoje, organizações da sociedade civil e organismos de defesa dos direitos humanos se mobilizam no sentido de cobrar esclarecimentos dos fatos, e punição aos culpados do crime que ficou conhecido como “Chacina da Candelária”.


 

Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Comunicação CCIR/RJ

 

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