CCIR participa de missa no Dia de São Sebastião

 

 

Foto de Luciene Maria dos Santos/ MUDA

Cerca de 800 pessoas lotaram a Paróquia de São Sebastião, em Parada de Lucas, nesta sexta-feira, dia 20, dia do padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Entre eles, membros da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, que participaram do ato inter-religioso celebrado por Padre Sérgio, Padre Nivaldo e Frei Tatá. A missa foi dedicada ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, comemorado no dia 21 de janeiro.

“Nesta missa, estamos pedindo a proteção de São Sebastião contra toda intolerância. Assim como muitos aqui, ele também foi uma vítima. A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa já existe há alguns anos, promove as Caminhadas, mas, durante o ano, divulga essa obra. A Igreja Católica abriu o espaço. Nosso arcebispo (Dom Orani Tempesta) apoia a causa, mesmo que com uma certa distância, e nossa missão é sensibilizar o povo”, disse Padre Nivaldo aos fieis.

Frei Tatá falou da missão que a Comissão tem com a sociedade. “Caminhamos todo ano, juntos, por uma única razão: o entendimento. São Sebastião foi assassinado pela intolerância humana e, ainda hoje, dentro do segmento católico, passamos por isso e lutamos para que possamos chegar a um consenso. Não há razão para discriminar alguém por causa de seu credo. Precisamos é de união para lutar pelo bem comum”, afirmou.

Ogum e Oxossi

A fundadora da Comissão, Fátima Damas, subiu ao altar e também falou aos presentes. “Dentro do Candomblé e da Umbanda, dois dos santos mais comemorados são Ogum e Oxossi, representados por São Jorge e São Sebastião na religião católica. Fico feliz e emocionada de ver a igreja com tantos devotos. Para chegar a Deus, basta seguir um caminho verdadeiro, pois o que vale é o nosso sentimento, é o que está dentro de nosso coração. Todas as religiões são boas. Quem corrompe é o próprio homem. A religião não nos impede de caminharmos juntos na fé do Pai Maior”, disse a emocionada umbandista.

O interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, discursou sobre a amplitude da religiosidade cultural.  “Hoje os católicos comemoram o dia do padroeiro da cidade. Os terreiros terão festa para Oxossi. Isso é cultura. Deus nos deu o livre arbítrio para escolher como professar nossa fé, nos deu, inclusive, a liberdade de não acreditar Nele. Então, peço que o Criador toque seus corações e que nos sensibilize. Que aprendamos a respeitar as diferenças e possamos caminhar juntos”, ressaltou o babalawo.

Padre Nivaldo encerrou a missa com o grito de “Viva São Sebastião! Viva a liberdade religiosa!”. Ao final, os padres e freis abençoaram os presentes com água benta, simbolizando a limpeza e purificação do espírito.

 

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