CCIR participa de Semana do Meio Ambiente no Planetário

 

 

Foto de Carlos Júnior

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) participou de palestra sobre a “Semana do Meio Ambiente”, realizada nesta quarta-feira, 01 de junho, no Planetário da Gávea, em parceria com a Associação Brasil SGI. Os mais diversos segmentos religiosos tiveram a oportunidade de expor a importância da crença e a ligação com o meio ambiente. O seminário teve como tema “As Florestas Mantêm os Laços da Vida”.

O anfitrião do encontro, Paulo Roberto de Oliveira, explicou que a associação tem origem budista e representou o segmento na mesa de debates. “A religião é para libertar as pessoas e não para aprisioná-las. Estamos muito honrados em recebê-los”, ressaltou.

Para o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, Ifá (conjunto da sabedoria Divina na tradição Ioruba) nos conduz de forma que, às vezes, não sabemos. Ele direcionou a fala para o anfitrião da reunião “A partir de agora, vamos caminhar juntos”. O sacerdote pediu mais participação dos budistas na Quarta Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá em 18 de setembro, na praia de Copacabana.

O babalawo falou, também, sobre a criação do mundo para a tradição Ioruba. “Toda tradição africana cultua a natureza até os dias de hoje. Nossa tradição é milenar. Nossa religião é totalmente integrada com o meio ambiente, mas é mal compreendida. Nós defendemos a natureza”, afirmou.

De acordo com a representante da Umbanda e fundadora da CCIR, Fátima Damas, “Toda pessoa que puder presenciar um culto umbandista verá que ele extrapola as paredes do terreiro. A ligação da Umbanda com o mar, matas, rios e cachoeiras é latente. A Umbanda é uma religião que tem uma relação muito estreita com a natureza”. A sacerdotisa disse também que a religião não pode se perder da preservação da natureza para manter suas práticas litúrgicas. “Os sacerdotes precisam descobrir como substituir alguns objetos litúrgicos. Mas o Estado deve criar áreas específicas para prática de oferenda com monitoração”, defendeu.

Segundo o representante da Igreja Católica, Frei Tatá, há a necessidade de mais comprometimento com a natureza, além de sobrepor valores éticos quando se fala em cuidar da Terra.“Temos que pensar numa política nesse tema. Mesmo nos países de primeiro mundo, as mudanças climáticas atingem mais aos pobres. São eles que estão mais próximos das áreas de risco. A questão é ética e moral”, refletiu.

O representante da Igreja Presbiteriana de Jacarepaguá, reverendo Marcos Amaral, disse que se reconhece como negro por dentro e por fora, e que foi criado numa relação extremamente sincrética entre o catolicismo e a Umbanda. O pastor disse que tem sorte por ter tido essa vivência. “Não sou inteligente, sou sortudo. A visão missionária da igreja é proselitismo, é arrancar a cultura dos outros e colocar outra no lugar. Se eu não tivesse vivido outras coisas, talvez, não estaria aqui. Quanto mais o homem se aproxima do Divino, aproxima suas relações com a natureza e com o próximo”, declarou.

Para a representante dos Hare Krishnas, Raga Bhumi, “O milagre da vida na natureza, a inteligência por trás de todos os fenômenos naturais, a causa última do ilimitado e o poder da consciência do ser humano são Deus”.

Segundo a representante dos Kardecistas, Édna Santos, “A Terra pede socorro. Nossas florestas nos protegem das catástrofes, produzem o ar e mantêm as arvores no lugar. Agora ela precisa de nós. Isso me faz lembrar São Francisco de Assis, que foi o primeiro ecologista”, salientou.  Edna Santou proferiu que Deus é o elo que faz com que o meio ambiente seja um ambiente único. “Allan Kardec tinha um amor imenso pela natureza. Em sua época, ele já falava em meio ambiente”, concluiu.

De acordo com o representante da Comunidade Judaica, Helio Koifman, “O judaísmo nos fala muito da relação do homem com a natureza. A nossa Torá nos proíbe de cortar árvores frutíferas. A comunidade tem o hábito de plantar uma árvore para cada criança que nasce”, contou.

O representante dos muçulmanos, Fernando Celino, revelou que o Islã é um código de vida completo e não só uma religião. “O profeta Mohamed foi o primeiro a criar uma reserva ambiental. Desde o início, havia consciência ecológica. O Islã proíbe práticas que andam em contramão com o cuidado do que é natural, como rodeios e maltrato de animais”. O Muçulmano ainda contou uma passagem do Alcorão em que o profeta Mohamed condena o desperdício de água.

A natureza é plenamente sagrada para todo wiccano. A natureza é o templo universal. A base da nossa religião é a natureza, que é a manifestação do Divino. Temos que evitar o uso de materiais e embalagens e usar materiais biodegradáveis”, pediu o sacerdote bruxo representante dos wiccanos, Diogo Ribeiro.

Segundo o representante do Santo Daime, Cláudio Miranda, “O Santo Daime é uma religião brasileira que também trabalha com o sincretismo. Para nós, Nossa Senhora da Conceição é a Rainha da Floresta. A nossa doutrina é totalmente ecológica, já que nosso principal fundamento vem da natureza. A destruição da natureza é a falta de consciência do homem”, afirmou.

Segundo a representante da Comunidade Bahá’í, Marilúcia Pinheiro, Educação é primordial. Ela apresentou vários slides sobre suas tradições espirituais e sobre meio ambiente. “Quando nós desmatamos, estamos interferindo no clima. O problema da poluição não tem fronteiras. O compromisso Bahá’í com o meio ambiente é fundamental para nossa fé”, afirmou.

O encontro foi fechado com um fala do anfitrião, Paulo Roberto. “Existe harmonia dentro da diversidade”, encerrou.

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

Foto de Carlos Júnior

 

Comissão de Combate à Intolerância Religiosa

Ricardo Rubim – Coordenador de Comunicação CCIR/RJ
Tel.: 21 7846-0412 / 21 2273-3974

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