CCIR realiza ato inter-religioso pelo Dia do Policial Civil do Rio de Janeiro

 

Foto de Alessandro Buzas

Em 29 de setembro, comemora-se o Dia do Policial Civil do Rio de Janeiro. Sendo assim, a convite da chefe da instituição, delegada Marta Rocha, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) realizou, na manha de hoje, 27, ato inter-religioso, no auditório da 5ª DP (Gomes Freire). Representantes do Candomblé, católicos, judeus, hare Krishnas e Kardecismo parabenizaram delegados, inspetores e vários profissionais da PCERJ, e demonstraram gratidão pela parceria com a CCIR.

“A sabedoria de Ifá nos diz que devemos ser persistentes. E foi com esta característica que conseguimos firmar, através do delegado Henrique Pessoa e da cúpula da polícia, nossa união. Vocês acreditam e sabem da importância do trabalho da Comissão”, disse o babalawo Ivanir dos Santos, interlocutor do grupo de religiosos.

Representando Marta Rocha, o subchefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, emocionou-se e disse que seria breve após ter ouvido belas palavras dos líderes religiosos. ” Depois de ter escutado tantas coisas profundas, vou falar o que vem do coração. Queria ter pelo menos dez por cento do conhecimento de vocês. A delegada Marta rocha encontra-se ocupada por motivos profissionais, mas sabemos que ela queria, na verdade, estar aqui”, declarou, referindo-se ao caso da juíza Patrícia Acioli.

“O policial tem que servir e proteger, mas enfrenta muitas dificuldades para isso, e precisa de proteção.Por isso, se apega sempre a uma fé. Parabenizo a Henrique Pessoa e também nossa chefe por esta iniciativa, pois o fuzil e o colete não conseguem nos levar de volta para casa. A fé, sim”.

Diane Kuperman, da Comunidade Judaica, ressaltou o fato de a PCERJ dar importância ao diálogo inter-religioso. “Sempre é um prazer estar com vocês porque privilegiam todas as crenças. Isso é capacidade de compartilhar. Amanhã  nossa religião celebra a entrada de um novo ano, o de 5772. Por isso, quero desejar paz e muita felicidades a todos vocês. Parabéns!”, concluiu.

Frei Tatá ofereceu uma oração ecumênica e pediu para a polícia se esforçar pelo desarmamento. ” Sou padre há 17 anos e moro na Baixada Fluminense. É zeloso que os homens desta instituição se empenhem pelo desarmamento no Brasil. Isso, certamente, renderá frutos melhores para nossa sociedade”, pediu, citando São Tomás de Aquino. “A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação da própria vida, o outro é a morte do agressor”.

Édna dos Santos representou os kardecistas e também lembrou outro religioso conhecido. “Allan Kardec nos deixou um livro chamado ‘O Evangelho segundo o Espiritismo’. Nesta obra, há uma página sobre os homens de bem. O que sabemos é que, para ser do bem, é preciso domar o lado mau. Quero parabenizar a todos da Polícia Civil e agradecer por todo o empenho.”

Seguidora de Krishna, Raga Bhumi ofereceu um presente ao subchefe e ratificou a relevância da comemoração para que o mundo possa encontrar-se mais harmonioso. “Espero que, unidos, possamos trabalhar mais pela paz”.

 

 

Foto de Alessandro Buzas

Foto de Alessandro Buzas

 


Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Comunicação CCIR/RJ

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