Comissão de Combate à Intolerância Religiosa comemora três anos no Conselho Espírita com a presença de várias autoridades

 

Por Ricardo Rubim

 

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) comemorou, na tarde do dia 30 de março de 2011, seu terceiro aniversário, no Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ). A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marta Rocha, o ministro do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Rio de Janeiro, Waldemar Zveiter, delegado Henrique Pessoa, promotor Marcos Kac, desembargadora Denise Levy Tredler e o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, formaram a mesa de discussão sobre as atividades da entidade durante esses três anos.

Para a chefe da Polícia Civil, a Comissão tem realizado um trabalho indescritível. Ela declarou que a polícia se fará cada vez mais pesente e fez um convite aos religiosos. “Este é um trabalho magnífico! Me sinto honrada em participar desta solenidade hoje e, além disso, quero propor à Comissão que, em 29 de setembro, Dia do Policial Civil do Rio de Janeiro,  possamos ampliar o trabalho que o delegado Henrique Pessoa já realiza com os religiosos e vítimas. Quero que, na presença de todos os homens da Polícia Civil, representantes de cada religião possam participar de nossa solenidade para que, antes de inserirmos em todo o sistema o artigo 20 da Lei Caó, possamos conscientizar a instituição em relação a esse tipo de crime”, disse Marta Rocha, que completou afirmando-se preocupada em começar a mapear e dar números aos registros em relação a casos de intolerância religiosa.

Waldemar Zveiter falou sobre a relevância de todos atentarem para o fato de que são irmãos diante do Criador. “É muito importante que lembremos o maior desejo de Deus é que distribuamos o amor. Sempre apoiei, fui parceiro e continuarei caminhando com a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa”.

O promotor Marcos Kac ressaltou a importância do trabalho do grupo e também falou sobre a continuidade de seu compromisso com a Comissão. “Estou com vocês desde o início e de nada me arrependi. Espero que possamos completar muitos anos de vitórias. Parabéns a todos.

Caso Jair Bolsonaro

Em meio à comemoração, o interlocutor da CCIR se colocou sobre o caso das falas racistas do deputado federal Jair Bolsonaro. “A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa quer manisfestar seu desagravo em relação às falas do deputado ferderal  Jair Bolsonaro,  por entender que, mesmo não se tratando de preconceito religioso, as declarações racistas são crimes previstos no artigo 20 da Lei Caó. A CCIR entende que as práticas racistas são molas-mestras para a perseguição às religiões de matrizes africanas e, sendo assim, pede que o Ministério Público Federal tome as providências cabíveis e aja com rigor neste caso”, declarou.

Mesa de religiosos

Após as autoridades, uma mesa de religiosos foi composta para que cada um pudesse falar sobre a participação dos segmentos na Comissão.

Babalawo Ivanir dos Santos chamou a todos para a Quarta Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, em 18 de setembro, e agradeceu a parceiros e sacerdotes. “Parece que está longe, mas setembro está próximo. Temos tanto trabalho que vai passar num piscar de olhos”, disse em tom descontraído.

“Quero aproveitar para convocar todos os presentes que comecem a mobilizar para a marcha deste ano. Muito obrigado pela confiança que depositam em mim, pelas parcerias e por esse companheirismo jamais visto em lugar nenhum do mundo”, declarou .

Cenas do filme “Caminhando a gente se entende”, que mostra passagens do movimento de 2010 e depoimentos de vítimas, foram projetadas durante o evento.

A fundadora da CCIR, Fátima Damas, encarregou-se de fazer uma oração pelas vítimas de um terremoto no  Japão e agradeceu por todas as conquistas da CCIR.

Ao final, todos cantaram parabéns e confraternizaram nos fundos do CEERJ.

 

 


Ricardo Rubim – Coordenador de Comunicação da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP)

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