Comissão de Combate à Intolerância Religiosa ganha força na cidade do aço

 

“A arma dos intolerantes”

‘Demônios’, ‘filhos do capeta’ e ‘adoradores do diabo’. Estes são apenas alguns dos apelidos pejorativos que a advogada Márcia Meireles relatou já ter ouvido a respeito dos frequentadores do Candomblé, religião da qual é adepta. Foi para lutar contra ataques como esses que ela se juntou à Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR-RJ), fundada há quatro anos, que tem como principal objetivo batalhar para que os casos de preconceito religioso diminuam em todo estado do Rio. O pontapé inicial do movimento, em Volta Redonda, foi dado na sexta, 2, quando um evento inter-religioso reuniu cerca de 120 pessoas, no Memorial Zumbi, na Vila.

“O encontro aconteceu em preparação para a 4ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que será promovida, pela CCIR, no próximo domingo, dia 18, na orla de Copacabana. A participação das religiões na mobilização que fizemos na cidade do aço foi pouca, visto que apenas líderes do Candomblé, da Umbanda, do Cardecismo e da Wicca aderiram, de fato, à iniciativa”, revelou Márcia, salientando que não encontrou apoio em outras esferas. “Quando procuramos o Poder Público local para tratar da realização do evento, ouvimos da boca das autoridades que não há intolerância religiosa em Volta Redonda. Contra argumentamos, dizendo que existem, sim, casos do gênero, só que não aparecem em estatísticas. Já empresários da iniciativa privada nos negaram patrocínio, alegando que estávamos criando um problema onde ele não existia”, indignou-se.

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Fonte: jornal AQUI online

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