Em decisão inédita, Justiça manda para cadeia pastor e fiel por Intolerância Religiosa

 

Os religiosos da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, apesar de verem como uma grande vitória da democracia a prisão do pastor Tupirani da Hora e do fiel Afonso Henrique, decretadas pela Justiça, lamentam que um jovem negro, oriundo das camadas populares, esteja sendo preso por intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana. O entendimento da Comissão é que o discurso de incitação ao ódio religioso, promovido por “ditos” pastores é extremamente permeável aos jovens das comunidades menos favorecidas.

 

 

Este é um caso que deve fazer a sociedade refletir sobre a prática religiosa de “falsos pastores mal intencionados”, que abusando da boa fé de pessoas humildes, levam seus fiéis a cometerem crimes. Pregar o ódio e o desrespeito, infelizmente, é mais lucrativo que pregar o amor. Só que, agora, pode dar cadeia.

Sobre a prisão do pastor e seu fiel, gostaríamos de ressaltar um dado interessante: a decisão da Justiça, das prisões preventivas do Tupirani e seu seguidor, corrobora a tese defendida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa de que os líderes religiosos têm SIM! responsabilidade pelas boas ou más atitudes cometidas por seus fiéis. Há um ano e três meses alertamos para os mecanismos de persuasão insondáveis que esses falsos pastores utilizam em seus discursos cheios de ódio e preconceito contra tudo e todos. Esses falsos religiosos estão gestando nas favelas e periferias um exército de intolerantes. Em nome de Deus, desrespeitam a Constituição e sentem-se à cima das autoridades constituidas.

O “pastor” Tupirani entrou para a história por abrir o precedente que todos os religiosos esperavam: ver um mau sacerdote preso, junto com aquele que ele incitou a cometer crimes. Os membros de uma comunidade religiosa refletem – necessariamente – a orientação de seus líderes.

Sacerdócio é predestinação. São os escolhidos para pregar a fraternidade e a docilidade entre os seres. Entendemos que a postura de um sacerdote não tem a ver com grau de instrução ou classe social. É o dom dado pelo Criador para que suas palavras toquem corações e transfomem positivamente seus seguidores.

 

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