Intolerância religiosa esconde projeto de poder

“O momento observado no país exige que o combate a intolerância seja o mais amplo possível”. A afirmação foi feita na última quinta-feira, em Niterói (RJ), pelo Babalawo Ivanir dos Santos, durante o Seminário Estado Laico e Liberdade Religiosa, o primeiro ato de mobilização e divulgação para 7ª Caminhada em Defesa da Diversidade Religiosa. Frisa ainda que “por trás da Intolerância há um projeto de poder”.

A evolução que levou à realização da reunião em Niterói faz parte do Fórum Inter-religiosos que resultou no seminário Estado Laico e Liberdade Religioso, que contou com a parceria de Carlos Novo, do Movimento Inter-religioso e da Federação Espírita, Stephan Cesáne, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o kardecista Paulo Peixoto, Pai Roberto Mauro, da Umbanda, a Pastora Lisa, da Igreja Luterana, Dona Érica Hilda, do Movimento Comunitário e da Igreja Santuário das Almas, entre outros religiosos.
Lideranças religiosas niteroienses presentes confirmaram que a marcha contra a intolerância religiosa deste ano naquele município será no dia 14 de setembro e mais expressiva do que a de 2013. Uma semana depois, ou seja, no dia 21 de setembro, ocorrerá a 7ª Caminhada, na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. Um dos participantes, o Sacerdote Jyunsho Yoshikawa, representante do Budismo, informou que vão chegar do Japão 49 monges para participar da 7ª Caminhada.
A Antropóloga Ana Paula Miranda, da Universidade Federal Fluminense (UFF), alertou para o fato de estar havendo desrespeito ao preceito constitucional que estabelece ser o Brasil um estado laico, na rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Isto em função de estar sendo ministrada catequese “e lugar para catequese é nos templos e nas casas, e não em sala de aula”. Isto não condiz com um estado laico. O encontro foi organizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e apoio da Coordenadoria de Direitos Difusos e Direitos Humanos (Codir), da Prefeitura de Niterói.
No entendimento da professora da UFF o tempo atual, em termos de respeito á diversidade religiosa, mostra aspectos negativos e positivos. A realização daquele evento, por exemplo, foi um sinal favorável. Convivem assim a rejeição e a disposição para o diálogo.
Outro palestrante, o Delegado Henrique Pessoa, representante da Polícia Civil do Rio de Janeiro na CCIR, destacou a importância de que cada pessoa ou casa de acolhimento atingida por violência buscar reparação. Em sua avaliação quanto mais os agredidos buscarem assegurar os seus direitos mais fortalecem os movimentos de resistência. Assinalou Pessoa, responsável por coordenar as denúncias referentes a estes casos na Polícia Civil, que existem avanços, apesar das dificuldades. O Delegado apontou como êxito a inclusão de cadeira sobre o direito à diversidade religiosa na grade curricular da academia de Polícia.
A representante da Câmara Municipal de Niterói, Vereadora Verônica Lima, considera indispensável que a marcha de Niterói com cidades vizinhas e a do Rio sejam muito fortes. Isto por ser sempre negada a existência da intolerância religiosa, assim como a do racismo e a da homofobia, mas a realidade de cada dia é bem diferente, pois os abusos acontecem.
O Diácono Reinold Moa afirmou que os católicos defendem cada vez mais ecumenismo e lamentou a morte de padres, mulheres e homens no Iraque na semana passada.
Padre Sérgio, da Igreja Católica Brasileira, diz que os religiosos e fiéis desta religião passaram também por grandes perseguições e foi amparada por umbandistas e padres. Ele cobra medidas punitivas contra o desrespeito. O umbandista Cristiano disse que a comunidade de São Gonçalo não pode contar com a casa de acolhida mantida há décadas por sua família, pois a Prefeitura desapropriou o local. Acrescenta que muitos líderes religiosos se negam a falar sobre as agressões. A Assessora da Comunidade Ba’ Hai, Inaê Estrela, disse que o trabalho da CCIR será mostrado aos Ba’ Hai de todos os países.
Participaram também Carlos Novo, do Movimento Inter-religioso e da Federação Espírita, Stephan Cesáne, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o kardecista Paulo Peixoto, Pai Roberto Mauro, da Umbanda, a Pastora Lisa, da Igreja Luterana, Dona Érica Hilda, do Movimento Comunitário e da Igreja Santuário das Almas, Mãe Iraci, Mãe Ilma, Mãe Tupiara, Mãe Aneni, Regina d’Ogun e Moacir Carvalho. Adriano foi um dos Seminaristas no encontro. Orlando dos Santos, do Templo Deus em Cristo, citou Paiva Neto em defesa do ecumenismo e do Universalismo e que o templo em Brasília recebe a todos.

Outras atividades estão previstas com o objetivo de informar e de aumentar o número de adesões para a Marcha contra a Intolerância Religiosa em Niterói, no dia 14 de setembro e a do dia 21 do mês que vem na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro.

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Intolerância religiosa esconde projeto de poder

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