Ivanir dos Santos fala no Into sobre racismo, acesso à saúde e intolerância

A falta de aproveitamento da sabedoria tradicional e popular na política de saúde pública foi comentada pelo Babalawo Ivanir dos Santos em debate hoje sobre acesso dos negros a serviços de saúde, racismo e intolerância religiosa, promovido pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Ivanir dos Santos recordou que no início da República brasileira as religiões de origem africana eram perseguias e estigmatizadas pelos médicos e isto era resultante da disputa pelo controle do saber.

A Psicóloga Fátima Alves, que atua em programa de humanização na relação com pacientes no Into, explicou que o debate era para marcar o aniversário da Política de Nacional de Saúde Integral da População Negra pelo Ministério da Saúde. Fátima Alves disse que é importante tratar dos temas citados. Isto pelo fato de os negros sofrerem com doenças como a hipertensão e a anemia falciforme, as mortes de mulheres negras na gravidez, os homicídios contra jovens negros e ainda pela ocorrência de casos de intolerância religiosa. A especialista frisou que é essencial combater a desigualdade no acesso à saúde.

Participaram também da mesa de debates o Diácono Nélson Águia, representante da Igreja Católica na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e Alexandre Marques Cabral, Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Marques Cabral acentuou que os cristãos tem medo do corpo e o Candomblé e a Umbanda não tem medo do corpo. Disse ainda que, assim como os cristãos veem no Espírito Santo o significado da comunicação e o movimento, e no Candomblé Exú também expressa comunicação e movimento. O Diácono Nélson Águia enfatizou que a intolerância religiosa cria grande problema, e atualmente a Umbanda e o Candomblé são os mais prejudicados pelos ataques dos intolerantes.

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