Membros da CCIR dão apoio a sacerdote do Candomblé denunciado por maus tratos a animais

 

Religiosos da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), acompanhados pelo interlocutor – babalawo Ivanir dos Santos -, estiveram, na manhã do dia 30 de setembro, na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, para apoiar e verificar as causas de uma denúncia anônima que dava conta de maus tratos no templo religioso de Fernando Maurício, que fica em Madureira, no Subúrbio.

Assim que recebeu a intimação para comparecer àquela especializada, Maurício procurou a CCIR pedindo orientações a respeito do caso. Através do interlocutor, ficou sabendo que era necessário ir à delegacia verificar a denúncia e que receberia a força dos membros da Comissão.

A pedido do advogado da Comissão que acompanhou o sacerdote, o depoimento será colhido na semana que vem. Além disso, o delegado responsável pelo caso, Marcos Cipriano, ouviu algumas considerações de Ivanir dos Santos. “Será preciso acabar com todos os abatedouros do país, pois são as indústrias que sacrificam para a alimentação. Algumas pessoas não sabem, mas, no Candomblé, o que se faz é comungar com os orixás e com Olodumare (Deus supremo na mitologia Yorubá). Não há sacrifícios de animais com maus tratos”, declarou o babalawo, que revelou a ida do delegado Marcos Cipriano a uma reunião da CCIR.

“Alguns segmentos utilizam métodos de enfrentamento contra outras religiões, principalmente Umbanda e Candomblé. Já quebraram templos, pintaram imagens e continuam atacando. Mas a força da III Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa mostrou que nossa intenção de unir não terá fim. Cipriano irá a uma de nossas reuniões e verá a seriedade do tema. A CCIR dará apoio a Fernando seja qual for a situação. Neste caso, a denúncia pode ter partido de alguém que entenda que sacrificar o animal para alimentação seja ruim. É um direito de se expressar. Porém, não pode interferir no dele de comungar com os orixás”, disse Ivanir.

Na saída, representantes de uma organização em defesa dos animais conversaram com o interlocutor. Sem qualquer agressão, as partes expuseram suas opiniões e conversaram tranquilamente sobre o assunto.

Os membros da CCIR voltarão à delegacia com o sacerdote Fernando Maurício.

 

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