Procuradores ouvem cidadãos em Consulta Pública no MPF/RJ

 

Como em outras 20 capitais, o Ministério Público Federal (MPF) organizou no Rio de Janeiro nesta 3ª feira, 24, uma consulta pública para ouvir a sociedade sobre como atuar melhor em seu benefício. Promovido pela PRR2 e PR/RJ, o evento teve a participação de 59 cidadãos, incluindo dirigentes de instituições públicas e da sociedade civil, que expuseram sugestões, críticas e dificuldades vividas no sistema judicial. Além dos presentes ao auditório da PRR2 das 14h às 18h30, 54 pessoas enviaram contribuições pela internet.
Na abertura, a procuradora-chefe regional Cristina Romanó ressaltou que as portas do MPF estão sempre abertas: “Esta importante consulta pública se soma ao atendimento diário nas Procuradorias e que também está disponível 24 horas pela internet.” Os cidadãos foram ouvidos e respondidos por ela, Maurício Ribeiro (PRE-RJ), Guilherme Raposo (procurador-chefe PR/RJ), Maurício Manso (coordenador da Tutela Coletiva/RJ) e Gisele Porto (procuradora regional dos Direitos do Cidadão), que mediou o evento. “Em audiências públicas, acompanhamos do lado de fora os conflitos entre a sociedade e o poder público”, disse Gisele Porto. “Hoje, temos uma ótima oportunidade de dar nossa cara a tapa.”
Após breves exposições dos procuradores sobre o papel do MPF no combate ao crime, fiscalização eleitoral e defesa de direitos coletivos, os cidadãos colocaram 25 questões à mesa. As atuações mais comentadas foram nas áreas de PRDC, como a garantia da acessibilidade e a intolerância religiosa, Saúde (violação de direitos de pacientes) e Patrimônio Público, como a escassez de peritos no MPF e queixas sobre os processos da recuperação da massa falida da Varig. “É a maior fraude de todos os tempos e deixou dez mil famílias agonizando”, lamentou o ex-comandante Elnio Borges.
O pedagogo e babalaô Ivanir dos Santos, criador da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, obteve de Gisele Porto o compromisso de uma audiência pública da PRDC sobre intolerância religiosa ainda neste ano. “É triste o crescente desrespeito a cultos de matriz africana”, disse Ivanir dos Santos. Assim como ele, os outros participantes com questões relativas às atribuições do MPF receberam esclarecimentos e, dependendo do caso, um encaminhamento orientado pela mediadora.

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Fonte: Ministério Público Federal/ RJ

 

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