Separação entre Estado e Religião é superficial

A separação entre Igreja e Estado é superficial  e, no Brasil, em toda eleição se usa a religião com objetivo político. A opinião foi expressa pelo Professor de Ciências da Religião, Osvaldo Ribeiro, da Unidas do Espírito Santo, no Congresso História, Experiências Religiosas e Democracia. Com relação à Teologia da Libertação o pesquisador a considera um caso de instrumentalização inversa à que é feita para o mal.

O Professor de Cultura Religiosa Geraldo Marques, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), que também é Padre em uma Paróquia no bairro de Sepetiba, identifica uma forte articulação entre fé e vida, não na forma de discurso, mas na de resistência e de resiliência. Ele recordou que nas décadas de 1980 e 1990 ocorreu um expressivo fenômeno de por ocupações por moradia no Parque Anchieta, no citado bairro. O Professor sublinhou que há um movimento de solidariedade e ainda que as pessoas pensam nas questões políticas e vêem que as mudanças não vão surgir de forma milagreira.

Na visão de Marques há uma dicotomia entre a política e a política partidária, que só acontece de quatro em quatro anos. Para o especialista, viver o processo de organização é viver o ecumenismo. Disse que viver a fé não é desvinculado de agir. O religioso lamentou que as pessoas  em Sepetiba estejam em situação de abandono, com a violência do tráfico de drogas e das milícias e que isto marca.

O Professor Ribeiro alertou para o fato de que mesmo entre adeptos de religiões se verifique muito desconhecimento religioso e, portanto, sem uma relação crítica. Ainda com relação ao Estado laico, o acadêmico acrescentou que a realidade não é a de um discurso franco e aberto. O panorama desenhado, segundo Ribeiro, é o de um espetáculo dantesco de plataforma laica que, ao mesmo tempo, tem de lidar com a Religião. Ele disse duvidar se vai ser possível o Brasil ter uma sociedade saudável tendo de lidar com esta dicotomização.

Na mesma mesa o Coronel da Polícia Militar aposentado, Ubiratan Ângelo, e Representante da Maçonaria na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) afirmou que a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa é uma iniciativa social, e não religiosa. Afirmou que os intolerantes são os que fazem mau uso da palavra da fé.  Acentuou que a Caminhada tem apoio da mídia, chama a atenção dos políticos e. Concluiu dizendo que a Caminhada atinge um novo patamar, com abertura para acordos.

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