Terceira Plenária de Mobilização e Organização lota auditório 51 da UERJ

 

Pessoas de diversas religiões lotaram o auditório 51 da UERJ na Terceira Plenária de Mobilização e Organização (Crédito: Alessandro Buzas)

A apresentação da música composta pelo bispo Dom Carlos deu início a Terceira Plenária de Mobilização e Organização para a Terceira Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no auditório 51 da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no último dia 31 de agosto. Intitulada “Lamento Afro”, a canção faz uma homenagem à imigração forçada dos povos africanos para o Brasil, trazidos pelo tráfico negreiro, e aos santos orixás. Mais de 100 pessoas estiveram presentes com o intuito de reforçar a importância do evento. “Estamos crescendo em todos os sentidos. Isso mostra que aprendemos a respeitar cada vez mais o próximo e suas escolhas”, ressaltou Ivanir dos Santos, porta-voz da Comissão.

A reunião contou com a participação de representantes de várias religiões e comunidades, como umbandistas, candomblecistas, católicos, hare krishnas, muçulmanos, maçons, judeus e ateus.  Todos unidos pela mesma causa.

Coronel Ubiratan, membro da CCIR, enfatizou que a população está mais consciente e menos intolerante. “Aprender a respeitar cada cidadão. Só assim viveremos em uma sociedade mais unida e menos preconceituosa”, disse o coronel, representante maçon.

Fátima Damas, umbandista e matriarca da Caminhada, reforçou o caráter vanguardista e ressaltou que “é um movimento inédito no mundo”.

Padre Charbel, da Igreja Católica da Síria Oriental, incentivou a criação de “uma sociedade justa, fraterna e igualitária”.

A estudante de Ciências Sociais da UERJ, Camila Manni, 16 anos, ressaltou para todos a importância da Caminhada. “Respeito é reconhecer as diferenças como positivo”.

Criada em uma família de maioria católica e protestante, ela foi capaz de convencer os pais e o irmão a entrarem para a Umbanda. Tarefa que achava impossível. Contudo, esbarrou em um conflito muito maior. Na própria universidade. Alunos que desconhecem a religião se mostram contrários à sua escolha, o que gerou muitas discussões e debates em sala de aula. A jovem é integrante da Umbanda Esotérica, se converteu há pouco e participou pela segunda vez do evento.

Nesta terceira edição da Caminhada, em 19 de setembro, muitas surpresas surpreenderão os participantes. Eventos culturais com roda de capoeira e violeiros que irão se apresentar durante o manifesto já são presenças confirmadas. Ivanir informou que muitos já estão apoiando a causa, como Metrô Rio e Barcas / S A, que ajudarão nas divulgações por meio de cartazes e gratuidades nas locomoções de religiosos, além de entidades como a Comunidade Judaica, que doou 50 adesivos para serem colocados nos vidros traseiros de carros.

A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Petrobras e FAETEC são instituições que apoiam a Caminhada e, entre outras coisas, já cederam tendas para credenciamento, imprensa e sala de espera. Vinte estagiários da escola de eventos Adolfo Bloch ajudarão na organização da passeata, e seis trios estarão no dia do evento para animar os presentes.

Na cidade, já se podem ver outdoors e busdoors convidando a todos a abraçarem a causa de cidadania, que acontecerá na Orla de Copacabana.

Não fique de fora. Pois é caminhando que a gente se entende!

Texto de Fabiana Braga e Renato Damião

Fátima Damas ressaltou que o movimento é único em todo o mundo (Crédito: Alessandro Buzas)

Ivanir dos Santos, porta-voz da Comissão, falou sobre o crescimento do movimento e sobre a importância de respeitar as escolhas alheias (Crédito: Alessandro Buzas)

Coronel Ubiratan ressaltou a importância do respeito para que a sociedade se torne mais justa (Crédito: Carlos Junior)

Padre Charbel, da Igreja Católica da Síria Oriental, falou sobre igualdade e fraternidade aos que estavam na plenária (Crédito: Carlos Junior)

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